Resenha sobre Linhas

Isso vamos escrever sobre as atuais linhas de pesca e entender algumas coisas que parecem ser muito difíceis e polêmicas e na realidade são muito simples e pela falta de compreensão tornam-se mentiras em realidades difundidas.

Fio de náilon, Fluorcarbon e Multi filamento

Vamos partir de três fios básicos disponíveis no mercado e entender que um não substituí o outro e sim eles se completam. A cada dia que passa mais pressão de pesca existe e isso torna as capturas mais difíceis para quem pesca com frequência, é fato que há dias que o peixe está “comendo parafuso” e se você só pesca nesses dias com certeza é um afortunado. Todos eles possuem a mesma função ligar você ao engodo que está sendo usado para atrair o peixe alvo. Há os mais resistentes e mais finos, os com elasticidade, os sem essa, os invisíveis, o que afundam e os que não, etc. Saber escolher o adequado a pratica/técnica de pesca por você praticada já é uma arte que necessita ser entendida

Fios de náilon – são lisos, elásticos – alonga muito quando tencionados, normalmente entre 15 e 22%, mais do que isso são de pouca qualidade, diâmetro regular, boa resistência e durabilidade. Entre suas características está absorver água para funcionar adequadamente e também ser confeccionado com uma matéria prima que flutua. Agora que conhecemos algo essencial em relação a esse fio é possível tirar algumas conclusões para um uso mais especifico. Sua flutuabilidade o elege para usar com iscas de superfície – pelo menos como líder, assim como sua elasticidade vai resolver na confecção também de um líder só que de impacto ou absorção para evitar romper a linha principal – pratica comum na pesca de praia e ou rock fish e embarcada quando usamos iscas muito pesados. Como linha principal é comum usar em plugs de recolhimento continuo que atingem grande profundidade – sua elasticidade permite sentir os obstáculos quando está tensionado, mas ainda possuem elasticidade que permite interromper o recolhimento ao tocar um obstaculo – isso permite que o plug, caso seja flutuante suba na coluna d’água e passa pelo obstaculo – evitando enrosco indesejável, e voltamos a recolher para o reinicio de seu trabalho.

Fio de Fluor Carbon – são lisos, pouco elástico, diâmetro regular, se torna invisíveis em contanto com a água em função de sua baixa refração e afunda – sim seu peso molecular faz com que ele afunde e essa é um característica super importante.

Por tornar-se invisível já é um sinal de vai muito bem na confecção de líder e recomendável para usar principalmente quando sua espécie alvo tem boa acuidade visual – isso vai proporcionar que a amarração final ao engodo não seja visível. A outra qualidade a se destacar que pesa em sua escolhe de uso é o fato de afundar – como líder ajuda muito na pesca de contato com o fundo e também com iscas que trabalham na coluna d’água e como linha principal é um mega ajuda também. Nas pescarias que o peixe se encontra manhoso e ou o vento é um obstaculo a vantagem é grande – experimente na sua pescaria de jig head por exemplo. Ela é pouca elástica, sua sensibilidade melhora – ela funda, sua necessidade de peso para levar ao fundo diminui, isso de dá mais sensibilidade – ainda tem o fato da “barriga positiva” – com o vento sua linha tende a fazer uma barriga e se estiver usando esse fio ela será uniforme o que facilita pescar olhando a linha se a sensibilidade ficar muito comprometida. Notou como é importante ter um conjunto onde a linha de fluor carbon está a disposição .

Fio de multi filamentos – são ásperos – alguns já estão bem suave nessa característica, muito pouco elástico, diâmetro irregular, muito resistentes e com um espessura bem inferior comprada as demais. Estão disponíveis em trançados de 4, 8, 10, 12 até 16 composições de filamentos (se quiser saber mais manifeste-se nos comentários que escrevo outra resenha sobre esse assunto)

Muito forte e pouco espesso – super vantagem, ocupam menos espaço em carreteis quando precisamos de muitos metros em nossa pescaria. Não se rompem fácil quando tencionado, sua baixa elasticidade confere uma sensibilidade superior ao conjunto usado, mas cria um problema rompe fácil ao impacto – aquele que acontece quando arremessamos – logo temos que de acordo ao peso da iscas aumentar sua espessura para que não se rompa nos arremesso ou confeccionar um líder para esse fim. Flutua e é visível – pode ser bom, quando usamos iscas de nado junto a superfície, não forma barriga na frente da linha permitindo um trabalho adequado dessa. Por ser visível ajuda a localizar por onde estamos passando com ela – mais isso é possível escolhendo um cor nas demais. Por falar em cor – aqui um “defeito” desbota fácil – sim, por isso está entre “”, o desbotar na realidade é uma qualidade ecológica – ela não usam corantes sintetizados e sim corantes naturais para não afetar ao meio ambiente – você fica chateado com a aparência de antiga que ela fica rapidamente mas está ajudando o habitat dos peixes que amamos pescar.

A necessidade atendida

Muitas vezes desejamos a característica de um fio de pesca em outro que não a têm, isso pode estar a sua disposição – basta pesquisar mais e a pesca esportiva atual exige isso. A pressão de pesca existente faz com que busquemos alternativas para nossas capturas – ao absorver técnicas e empregar o material adequado a elas aumenta nosso produtividade deixando a sorte em segundo plano. Aqui vai um exemplo, imagina toda a vantagem de uma linha de multi filamento, mas que afunde – afinal você que usar técnicas de fundo com jig head. Ela existe ! :

A OHDRAGON é uma linha de multi filamento que afunda – a YGK desenvolveu uma técnica de fusão entre matérias primas que proporciona essa característica à vocês. Já não é necessário e desejável o uso de uma alma de fluor carbon junto ao trançado do multi filamentos – isso podia criar uma característica indesejável ao fio, por isso a tecnologia de fusão permitiu essa vantagem à esse fio. Usando dessa técnica de fusão criou-se um fio com peso molecular maior ao da água permitindo que uma linha com essa tecnologia afunde para atender ao seu desejo. Mas, tudo tem um mas, ela não é disponível para grande resistência ao alongamento. Como o foco dessa característica está muito ligado a pratica de técnicas de finesse – onde a sutileza de apresentação da isca é a diferença não há o porque usar linhas demasiadamente resistentes e de espessura grande.

Em nosso próximo encontro uma resenha sobre o uso de líder em nossos conjuntos, boa pescaria.

Proibido uso comercial, reprodução, edição ou alteração do texto e ou imagens sem autorização do autor. Copyright © Pepe Mélega. Todos os direitos reservados – All rights reserved.

Email: pepemelega@gmail.com

Conhecendo Baby Face

Fui apresentando as iscas da marca japonesa Baby Face no show room da Madai Comercial que inicia uma representação no Brasil dessa conceituada marca. A principio quadro modelos já estão em terra brasilis e pode tê-las em mãos. Até o momento só testei de fato uma que será a última a ser apresentada. As demais vai o meu feeling sobre elas.

Baby Face PL 135

A PL 135 é uma clássica walk in the dog , uma isca de superfície com nado em Z para ser trabalhada de forma cadencia. Possui um rattler (ruído) puxando para o grave e bastante acentuado, o shape do seu corpo indica que pode jogar água com a frente em um recolhimento mais rápido – algo a ser considerado como mais um opção de trabalho. O acabamento é primoroso, garatéias reforçadas (3x) tratamento anti ferrugem indicam que o objetivo é para uso na água salgada (mar) em busca de peixes pelágicos provavelmente. Tem 13,5 cm de cumprimento e pesa 35 g, o que indica que temos que usar varas potentes para trabalha-las. Eu vou usar na costeira, mas não descarto leva-la em viagens para a Amazônia atrás dos grandes tucunarés-açus e ou destinos onde a presença de traírões e dourados são uma constante.

Baby Face SD 110-F

A SD 110 F é uma isca de nado, basta recolher que afunda – não muito e já está trabalhando, seu desenho me chamou atenção para detalhes que podem ser úteis como sua flutuação que permite o trabalho conhecido como “chamadinha” , também um rattler puxando para o grave – começo a desconfiar que é característica da marca. Com 11 cm de cumprimento e 30 g de peso a PL 135 necessita de varas potentes para trabalhar. As garatéias são boas, mas não reforçadas. No meu caso o destino é trabalhar em barra de rios que desaguam no mar – das pedras ou das praias, com certeza fará sucesso na pratica denominada Rock Fish, também vejo uso nos locais de passagem na pesca do robalo e tarpon, obvio não se descarta nos tucunarés e vai se dar muito bem com os dourados tanto no Brasil com na Argentina.

Baby Face M 100SR-SP

M 100SR-SP iscas de barbela, então já sabemos arremessa e recolhe que ela trabalha. Nãooooo, não é só isso, ele é uma suspending lenta com característica de jerk bait – o seja tem uma trabalho do tipo rolling – fica mostrando os lados quando se recolhe, mas o grande lance é a parada estratégia, sim quando paramos ele fica no mesmo lugar por alguns instantes o que chamamos de “morte súbita” e nessa hora que ela vai sofrer o maior número de ataques. Tem 10 cm de cumprimento e pesa 13,5 g, rattler discreto, boa para ser trabalhada com varas medianas (16 e ou 17 lb é uma boa indicação). As variações de trabalho vão desde alterações de velocidade no recolhimento com as paradas e colocar na frente do local aonde se imagina estar o predador e simular o toque da “chamatinha” com ela já na profundidade adequada – tipo simular a presa se alimentando a frente do predador. Com certeza é um isca para os adeptos de torneios de tucunaré na região centro oeste, eu usaria fácil. Mas a vejo também na pesca do robalo entre outros predadores quando se encontram mais preguiçosos. Não descarto arremessa-las em parcéis, pontas de pedra e até cabeços de pedra onde há profundidade a partir de 3 m para mais.

Baby Face SM 85 – S

Aqui uma que já experimentei, já coloquei na água é avaliei seu uso. SM85-S é uma isca que afunda e ao ser recolhida vibra muito, e de quebra carrega uma colher – do tipo willow – que produz muito brilho e um pouco mais de vibração. Tem a taxa de descida na coluna da água média – é, não é rápida e longe de ser uma suspending. Isso é funcional para a pratica de contar enquanto afunda até achar a profundidade que eles estão se alimentando. São 8,5 cm de cumprimento e 20 g de peso e rattler presente, mas discreto. Uma indicação é para uso de varas médias e até mesmo leve/media (aquelas amadas de 14 lb). Recomendo maiores de 6′ indo até a 6’6″ pois além do trabalho de arremessar, esperar a profundidade desejada e recolher ela é um excelente opção de pesca de contato. Como, pesca de contato, sim. Aquela que você deixa chegar ao fundo e dá um puxada mais vigorosa, e repete algumas vezes antes de recolher e arremessar novamente. Outra variação é dar dois ou três toques e proceder o recolhimento continuo – ou seja chama atenção e depois recolhe para ela vibrar como se está a fugir do predador. Não tenho duvida para usar junto a pedras com boa profundidade em peixes como robalo, carapau, traíra, tucunaré, etc.

Observações: Mencionei o acabamento, o matéria prima de injeção é o ABS, os demais componentes são muito bons, mas pode ser que alguns optem por trocar garatéias por mais reforçadas em alguns modelos. Em relação as garatéias eu adorei o fato de usar só duas, mesmo em corpos maiores como os acima de 11cm. Menos pontas para – principalmente os Tucunarés deixarem presas nos paus e com a ação delas não fará falta para fisgadas certeiras.

Assim que for usando as demais providencio atualizações aqui no Blog, boas pescarias

Proibido uso comercial, reprodução, edição ou alteração do texto e ou imagens sem autorização do autor. Copyright © Pepe Mélega. Todos os direitos reservados – All rights reserved.

Email: pepemelega@gmail.com

Não pode faltar

Quando pensamos em pescar com iscas artificiais há coisas além delas para se pensar que não podem faltar. Não é somente caniços de pesca, carretilhas e ou molinetes, linha. São acessórios que são fundamentais sempre.

Nesse momento vou abordar dois importantes – um é o alicate de bico fino – é ele que vai ajudar a retirar o anzol e ou garatéia que fisgou seu alvo. Essa ferramenta ajuda e proporciona segurança manipulando algo dotado de pontas prontas a engatar em algo – é esse algo pode ser você, ou melhor suas mãos e dedos. Use sempre que for manipular o exemplar fisgado, é mais comodo, seguro e fácil.

O da esquerda, um Donnmar Checkpoint CP850EX  americano, tenho a mais de 25 anos, é o que uso constantemente, está com “salva varas” para não correr risco de cair na água, o da direita é um JA-DO japonês é com o bico que permite abrir os split rings (argolas ) quando precisamos trocar as garatéis e ou anzóis, esse normalmente está na bolsa, mas as vezes fica no bolso durante a pescaria e ai está com “salvas varas” também.

O segundo é uma faca e ou canivete de lamina única – dou preferência para o segundo e há modelos super leves com suporte para prender fácil em calças, bermudas, fixar no bolso dessas para que o acesso seja bem rápido. Fundamental, acredite, principalmente para quem pesca embarcado é ou na costeira.

Explico, no barco há cabos diversos como o da ancora, de amarrações diversas e se surge uma emergência onde se faz necessário corta-los é a faca que está a mão que vai resolver esse problema.

Está pescando, e ou soltando uma linha com o barco em movimento e essa prende em um enrosco e cria pressão no equipamento que pode ser arrancado de suas mãos é ela, a faca, novamente que vai te socorrer cortando a linha.

O modelo que uso a o da Husky, muito leve e bastante útil, uso o prendedor para fixar no bolso da calça e o bermuda para não cair

Caiu na água e prendeu algo da roupa e algum lugar, lá está a faca pronta para ser usada e cortar o que te segura. Precisa sair da água e é um barranco alto – lá está a faca para te dar apóio na escalada desse.

Bateu fome a precisa cortar a fruta, ou a carne, olha ela em ação novamente. Precisa fazer xixi e precisa de algo para socorrer – o que é que vai cortar a garrafa de PET vazia para facilitar nessa hora sua vida, lembrou: a faca

Lembrete: E isso é importante – esses dois itens não podem acompanha-los na cabine se parte de sua viagem de pesca for feita de avião – lembre-se de acomoda-los na mala que vai despachar.

Boa pescaria.

Destino de Pesca

Amazon Mutuca

Texto e Fotos: Pepe Mélega

Amazon Mutuca pertinho de Manaus

Um destino perto de Manaus, AM que pode proporcionar boas surpresas aos amantes da pesca do tucunaré com iscas artificiais e muito à oferecer a quem busca um hotel de selva.

Encontro das Águas

Cortesia no atendimento aliada ao ambiente mais rústico, mas sem perder a necessidade de conforto para um sono reparador e que vai surpreender aos amantes de uma boa gastronomia.

Saímos do aeroporto de Manaus direto para o terminal da balsa que faz a travessia para a Várzea do Careiro, AM – área urbana da grande Manaus, já desfrutando do encontro das águas. Da balsa até o terminal do Mutuca são aproximadamente 50 minutos de estrada asfaltada para então concluir a viagem de barco até a referida pousada.

A etapa para chegar a pousada encanta o visitante

Não vou me ater a recepção em seus detalhes, só deixar registrado que o esforço é para fazer o hospede se sentir bem e que terá a atenção necessário durante seu lazer.

A população local reside em casas flutuantes e ou suspensas em ponto elevados

Hora de Pescar

Percebi que chegamos com águas altas e pensei que seria difícil, mas notei o quando é favorável a região para encontrar um bom troféu. Não acertamos um nessa viagem, mas conheço o histórico do rio Mutuca para saber que eles se fazem presente .

Foi preciso muita dedicação para achar os exemplares capturados, não muitos, mas pelo menos 5 exemplares por períodos foram capturados em nosso barco. Com mencionei nada grande, dois exemplares passaram dos 60 cm. Infelizmente o grandão não compareceu, mas afirmo que eles estão por lá e até presenciamos alguns ataques de exemplares de bom porte.

Meu parceiro de barco, Felipe Malacu, se realizou capturando duas aruanãs (uma em destaque nas imagem acima) que o deixou bem empolgado

Detalhe que funcionou: Iscas menores, 9 cm fez diferença e trabalho lento. No meu caso também pesquei com soft, sem lastro com trabalho muito lento de toque e larga – típica ação de morte súbita que rendeu 9 capturas.

Um destino que recomendo, você será bem atendido, viverá uma experiência gastronômica intensa e pode ser divertir pescando ou em expedições à selva com guia especializado que estará a acrescentar muito sobre esse bioma único.

Para reservas: 61 99687-1929 com Rhusyel (sim ele mesmo, o apresentador do Hora da Pesca)

Pescando Com Crankbait

Texto e Fotos: Pepe Mélega

Não há dúvida de que os crankbait (s) são iscas eficazes para cobrir rapidamente grandes extensões de água. Eles permitem lançamentos longos, recuperações rápidas e passam muito tempo na zona de ataque ideal. Ou seja, nenhum pescador de torneio deve evitar de ter em sua caixa, assim como os que pescam por lazer.

Os peixes são inteligentes e preguiçosos, quanto menos esforço for necessário para pegar a presa mais fácil será ele resolver atacar. Mesmo que esteja bem alimentado um predador não descarta uma presa que passa a sua frente.

Pescar com esse tipo de plug é prático, rápido e eficiente – mas é preciso ser persistente – nada de dois arremesso e parte para outra isca e ou ponto. Se o seu instinto diz que é um bom local para arremessar explore-o bem, passe várias vezes no mesmo lugar. Estratégia de arremessar em leque e fazer uma ida e volta é super recomendável. 

O que são:

Imitações de alimentação forrageira – pequenos peixes, que podem ter variações de cores que se assemelham a crustáceos. É um corpo com uma barbela (lingueta) e o formato, tamanho e ângulo dessa é que define o quanto afunda ao ser recolhida.  Há modelos para nadar em águas rasas e outros que podem descer até a 6 metros de profundidade. O mais comum é serem floating (flutuam) ao parar de recolher a tendencia é subir, mas há alguns modelos suspending (flutuação neutra)  que ficam paradas no ponto em que estão quando se para de recolher. É menos comum achar um modelo que afunda (sinking) e quando acha normalmente são modelos lipless que se encaixam em outra classificação, em minha opinião.

O trabalho de recolhimento provoca oscilação – característica dessa isca que é conhecido internacionalmente como wobbling. Ou seja, apesar de funcionar também em águas limpas, translúcidas ou gin water, são mais utilizadas em águas turvas, com suspensão de partículas de areia e ou poeira e em dias de pouca luminosidade onde a vibração de seu trabalho irá despertar a atenção do predador ao senti-la em sua linha lateral. 

Pense da próxima vez que encontrar uma cobertura de vegetação abaixo da superfície em explora-la usando um crank de nado raso, eu o desafio a fazer 5 pinchos antes de seguir para outro ponto – mesmo que seja apenas um único toco. Muitas vezes, aquele grande tucunaré ficará parado sentindo seu plug nadar os primeiros lançamentos e finalmente, depois de vários lançamentos repetidos, ele vai ficar bravo e vai atacar.

É semelhante a se eu der um peteleco na sua orelha uma vez, talvez até duas, você vai me encarar mas provavelmente vai deixar passar. Se eu continuar muito mais do que isso, você vai me dar um soco. Isso é o que lançamentos repetidos com um crankbait fazem com um predador.

Como é o trabalho

Depois de um lançamento longo, mantenha a ponta da vara baixa em um ângulo de 45 graus com o crankbait. Se você for um pescador destro, coloque a ponta da vara contra o seu lado esquerdo. Se você é um pescador canhoto, coloque a ponta da vara contra o seu lado direito. Eu chamo isso de “pesca do lado forte”. Ao sentir a pegada, você pode usar sua caixa torácica como ponto de apoio para definir a fisgada, o que lhe dará mais força para uma penetração das pontas da garatéia.

Quanto maior é a barbela – teoricamente irá mais profundo e mas longe se deve ser o arremesso para atingir o limite. O normal para plugs de nado raso são pinchos médios de  25~30 metros de distancia, mas os plugs de profundidade precisam de arremessos mais distantes algo entre 40 e 45 metros – isso nós dá uma indicação para usar varas longas, algo entre 6’6″ a 7’.  Onde podemos estar de molinete e ou carretilha, se possível de recolhimento lento como 5.1 até 6.3:1 são funcionais – isso é fato, garante o trabalho mais adequado e fica mais confortável principalmente quando usamos os modelos de grande profundidade. A escolha da linha para abastecer seu carretel é de sua preferência – mas, pelas caracteristicas de trabalho das iscas o mais recomendável são as de fluorcarbono – afundam e tem um pouco de elasticidade, e a sensibilidade é alta para perceber se bateu em algo e se torna preciso parar de recolher para passar o obstáculo. Há os que preferem usar mono filamento de náilon, por ser mais elástico controla melhor o problema de enrosco nos plugs de grande profundidade. O diâmetro dessas é importante, quanta menor for, menos resistência fará em relação a água e isso é um ganho para atingir maior profundidade. É possível usar multi filamento? Sim, nada te impede, mas apresentam quase nada de elasticidade e isso se traduz em mais possíveis enrosco. Gosto de varas mais moderadas – aquelas que fazem uma curva mais ampla quando estão trabalhando – o normal entre os fabricantes é usar haste de fibra de vidro ou compostos entre essa é a de carbono. Há fabricantes desenvolvendo hastes de carbono somente, mas com uma ação destinada ao trabalho dessas iscas.

Uma dica – as varas para a pesca com crankbait são excelentes para trabalhar grandes spinner baits e ou chartter baits.

Eu uso dois caniços, ambos com 6’ 8” – para plugs da nado raso, conhecidos como squarebills e shallow divers que é a recomendado para linhas ente 8~16 lb, já os de mais profundidade medium ou deep divers é a indicada para linhas de 12~20 lb.  A até 16 lb é de fibra de vidro e a outra é composta entre fibra de vidro e carbono. 

Cabe uma observação – plugs de nado raso podem ser trabalhados sem problemas com suas varas de iscas de superfície e ou para jerkbaits, assim como usar um multi filamento, pois muitas vezes você estará vendo o trabalho deles e isso ajuda a evitar os locais de possível enrosco enquanto está a trabalhar.

Além do trabalho de arremessar e recolher, usando a manivela, a vara fica estática – com alteração de velocidade, há o trabalho de recolher longo e parar – é o conhecido stop and go, funcional quando o peixe está mais manhoso – possivelmente por um resfriamento da água, se torna bem efetivo para provocar ataques.

Outra variação é o recolhimento em desce e sobe, após o lançamento recolhemos com a ponta da vara para baixo, após um tempo alteramos a posição da vara com a ponta para cima – isso provoca um desce e sobe na isca – movimento errático que provoca ataques.

Recolher normalmente, com a ponta para baixo dando toques de ponta de vara é outra alternativa, apesar de ser mais visual e comum de ser usado com iscas do tipo jerkbait é mais uma variação para se ter em mente quando os predadores estão difíceis.

5 prediletas

Atualmente (ano de 2020) as minhas prediletas são

Rapala Fat Rap – floating com 5 cm e 8 g de balsa, nado raso, é uma squarebills (barbela quadrada), super tradicional mas continua muito produtiva.

Megabass Cyclone SR-X – floating com 5,5 cm e 10,6 g, nado raso, é uma squarebills (barbela quadrada) estou muito fã dela.

Bomber Model A 8 e 10 – Floating com 8 cm e 10 g e 10 cm e 14 g, são Medium Divers (barbela arredondada)  minha primeira escolha para usar em pontos de pesca com pedras.

Rapala Crankin Rap – Floating com 6 cm (corpo, sem contar a barbela) e 14 g, são Deep Divers (barbela arredondada e longa) passam de 4 metros de profundidade uso em arremessos paralelos em drop off (degraus) e próximos a barrancos profundos.

Matadeira Crank Deep – Floating com 6,5 cm (corpo, sem contar a barbela) e 12 g chegam a 4 metros de profundidade mesmo uso das Rapalas Crank Rap

Há outras excelentes Crankbait (s) no mercado, acima citei as que uso com frequência.

Funcional para diversos predadores entre os quais já testei e uso quando o foco é  black bass, dourado, robalo, tucunaré, traíra e trairão.

Não é  “a regra” e sim um relato de minhas experiências e analises de resultados feitas ao longo de muitos anos de pescaria. 

Boas pescarias, 

Proibido uso comercial, reprodução, edição ou alteração do texto e ou imagens sem autorização do autor. Copyright © Pepe Mélega. Todos os direitos reservados – All rights reserved.

Email: pepemelega@gmail.com

Jerkbait x Tucunaré

Texto e fotos:  © Pepe Mélega

Quando pesco por lazer, com iscas artificiais, obviamente insisto no prazer de faze-lo junto a superfície devido aos ataques extraordinários provocados pela família Cichlidae e sempre será minha primeira opção.

Nunca fui muito de usar iscas de meia água ou maior profundidade na pesca do tucunaré, mas é fato que elas funcionam muito bem e há alguns ambientes onde pescamos que elas são muito funcionais e precisam ser levada a serio.

Quando estamos pescando contra o relógio, onde é necessário pegar um determinado numero de exemplares e de preferência de tamanhos avantajados como ocorre nos torneios as Jerkbait são necessárias a disposição em sua caixa para entrarem em ação.

As caracteristicas:

As Jerkbait podem ser floating, suspending e sinking e todas elas possuem aplicações destintas com seu nado rolling onde o corpo tudo vira de um lado para outro.

1 – Floating são excelentes para trabalhar acima de estruturas quando a represa está em processo de vazante (está perdendo água) onde os peixes caçam e se protegem estão mais próximo a superfície e não podemos permitir que a isca afunde muito por que essa irá enroscar dificultando o trabalho adequado.

2 – Suspending a mais usada pela característica de permanecer em sua posição por um tempo antes de voltar a fundar quando o recolhimento é interrompido – com isso sobressai a chamada “morte súbita”, que é o gatilho para o predador ataca-la   Há algumas que recebem a denominação de slow sinking – ou seja após o arremesso e ou a parada no recolhimento essa afunda de forma muito lenta.

3 – Sinking ideal na época da cheia das represas e ou quando há o resfriamento da água em sua superfície – algo comum no final do outono e inverno, quando procuramos por canais  e trabalhamos onde a coluna d’água pode variar de 4 a 8 metros de profundidade a procura da zona de conforto dos exemplares ( existente pela temperatura da água ).  Por afundarem essas permitem o trabalho de contagem – ao arremessar se conta mentalmente enquanto afunda e ao se repetir esse processo podemos encontrar a profundidade onde ocorre o ataque – ai basta repetir a mesma contagem nos próximos arremessos para continuar trabalhando a isca na zona de ataque

O trabalho

Todas as três variações trabalham da mesma forma – com toque vigorosos de ponta de vara com uma parada e recolhimento da linha para novos toques de ponta de vara. Pode-se alternar fazendo três a quatro recolhimentos curtos de forma tradicional seguidos de uma parada ou puxadas longas seguidas de uma parada. Ponta da vara para baixo indicada para a isca descer, ponta da vara para cima usado para isca subir durante os toques.

Importante entender que o grande atrativo de um jerkbait é sua parada – ou a “morte súbita” que simula, logo quando estamos trabalhando de forma cadenciada acelerada ou lenta não devemos recolher a linha a cada toque como se faz usualmente com iscas do tipo zara ou jumping minnow. Um dos erros mais comuns que os pescadores cometem ao pescar com  jerkbait é evitar a linha frouxa. Um jerkbait se destaca quando está parado, absolutamente imóvel. Portanto, a regra é que você sempre deve mover o jerkbait com a ponta da vara, nunca recolhendo. Se você seguir esta regra, sua isca ficará suspensa imitando uma presa morrendo.

Pescar com  jerkbait tem a ver com cadência. Experimente diferentes tempos nas pausas entre as puxadas. Também tente puxar várias vezes (ponta de vara, ponta de vara … pausa … e ai recolhe). Ao pegar o primeiro peixe do dia, faça uma anotação mental do que sua isca estava fazendo antes do ataque. Geralmente, quanto mais fria a água, mais longas são as pausas. Às vezes, os peixes querem pausas de 10 a 20 segundos motivo pelo qual as tipo suspending são as mais indicadas e se tornam mais comum nas caixa de pesca.

Nas paradas fique de olha na linha – principalmente na época mais fria do ano, o peixe pode estar manhoso pega a isca e não arranca, fica parado e só percebemos que aconteceu pelo movimento que ocorre da linha. 

A tralha

As iscas normalmente são entre 8 e 15 cm pesando de 10 a 20 g isso indica que a vara mais adequada é uma da classe média indicada para linhas entre 8~17 lb, pessoalmente gosto das mais longas, uso 6’3’ e ou 6’6”, mas a partir de 6’ para cima são bem adequadas. Se poder ter duas disponíveis a opção mais adequada é ter as leve/média de 8~14 lb para as iscas até 10/12 g e outra média/pesada de 10~20 lb para as iscas mais pesadas.

A linha indicada para tirar mais proveito do trabalho da isca são as de fluorcarbon – pois afundam e são invisíveis. Porém na pratica, aqui no Brasil, a mais usada é o multi filamento com um líder de diâmetro avantajado de fluorcarbon – nada contra, pois funciona e proporciona mais segurança em virtude de estruturas em muito locais onde encontramos os peixes. Mas, vou propor um teste, em locais mais profundos, próximos aos degraus (drop off) experimente pescar com a linha principal de fluorcarbon e repare o trabalho de sua isca. 

Molinete e ou carretilha a escolha é de sua preferência, o importante é o equilíbrio que esses proporciona ao conjunto e a velocidade que deve ser rápida mais sem exageros – entre 5.8 e 6.7:1 é recomendado e bastante comum de se achar atualmente. 

Onde pescar

Em nossas represas, próximo ou por cima das estruturas – principalmente mais distantes da margem durante boa parte do dia. Ao entardecer um jerkbait floating em arremessos à margem é opção produtiva. Se durante o dia estiver ventando busque por degraus (drop off) e explore arremessos paralelos a esses. Bicos no geral, principalmente aqueles em que a pauleira continua adentrando a água ou onde há acumulo de pedras.

Ação junto a margem

5 prediletas

Atualmente (ano de 2020) as minhas prediletas são:

Megabass ONETEN 110 SW LBO – são suspending, com 11 cm e 14 g, a versão que não é SW pesa 12 g – gosto da versão SW por já vir com garatéias mais reforçado

Megabass X-80 Magnun e sua versão X-80 SW LBO – são suspending com excelente nado, a Magnun 11,5 cm com 18 g e a X-80 SW LBO 8,5 cm com 12 g – há também a versão X-80 Trick Darter de mesmo tamanho com 10 g – são as favoritas

X-80 Magnun e X-80 SW LBO

Yo Zuri  Cristal Minnow e Mag Minnow – são floating, a Cristal é a grandona 13 cm com 20 g e a Mag tem 9 cm com 10 g – ideal para trabalhar por cima da estrutura com água baixa

Cristal Minnow e Mag Minnow

Rapala X-Rap e a versão Rap Deep – são suspending, a X-Rap que uso é a a de 10 cm com 13 g, já a Rap Deep também é de 10 cm com 13 g

X-Rap 10 e Rap Deep

Nitro Fishing Killer 115 SK – são sinking com 11,5 cm e 18,5g – afundam mais rápido, ideal para explorar locais profundos com técnica de contagem a procura da zona de conforto dos peixes.

Obs: As versões menores são muito importantes, pois as vezes os peixes estão seletivos e só caçam presas menores e não temos ações nas iscas maiores. Ter também as versões pequenas se torna importantes nesses momentos que são mais comuns de acontecer – principalmente final da primavera e verão. Gosto muito de trabalhar com as maiores (suspendig e ou sinking) no inverno e de forma mais lenta.

Há outras excelentes Jerkbait no mercado, acima citei as que uso com frequência.

Abordei o tema para o uso na pesca do tucunaré, mas é funcional para diversos predadores entre os quais já testei e uso quando o foco é  black bass, enchova, dourado, robalo, traíra e trairão.

Não é  “a regra” e sim um relato de minhas experiências e analises de resultados feitas ao longo de muitos anos de pescaria. 

Boas pescarias, 

Proibido uso comercial, reprodução, edição ou alteração do texto e ou imagens sem autorização do autor. Copyright © Pepe Mélega. Todos os direitos reservados – All rights reserved. Email: pepemelega@gmail.com

O Super Bait Popper

 

Super Bait Popper cor 171
Pepe Mélega Pro Series

Ele voltou, criado em 1999 depois de um briefing com o Sr. João Marco Moro e a dedicação do Pietro Moro em fazer os modelos de madeira para a aprovação final, está sendo relançado em sua maioridade, rsssss.

Trata-se de um popper multi trabalho – seu corpo de 9 cm e muito poder de flutuação é capaz de dar uma sequência de “popadas” sem perder a cadência ou dar uma “popada” vigorosa e bem barulhenta que vai despertar atenção dos predadores.

Boca que funciona também como uma barbela

Sua parte frontal se assemelha a uma boca de peixe aberta é que proporciona essa simulação de peixe caçando junto a superfície – por ter sua parte inferior mais alongada essa isca simula também um nado continuo – semelhante a uma isca de barbela de nado raso, para isso, basta dar um toque com a tendência a afundar a parte da frente e realizar o recolhimento. Há mais uma variação – após o toque para afundar a isca e iniciar o recolhimento intensifique toques com a ponta da vara – ai ela passa a ter a ação de uma twitch bait – que atrai pelo seu nado errático.

 

Pesa 15 g, possui um ruído seco/grave e já está montada com reforçadas argolas e garatéias VMC-3 X. Trabalho muito bem com caniços de pesca indicados para 14, 16 ou 17 lb em seu limite máximo. Pessoalmente uso um caniço longo de 6’6″ indicado para linhas de 10 ~ 16 lb, 1/4 a 3/4 oz.

Lojas do ramo ou https://morodeconto.com.br/detalhes/super-bait-popper

 

A Internet e a Revista Pesca & Companhia

Captura de Tela 2019-07-25 às 13.16.40

Pepe Mélega 16/08/2019: Bom dia – “Um dos principais motivos é a internet, que tornou ideias mais difusoras, segmentadas e pulverizadas, e é no campo virtual que as novas culturas e revoluções tendem a ganhar voz….”

Hoje nas minhas leituras matinas me deparo com um texto onde o trecho acima me soa como um alerta ! A internet é difusora, segmentada e pulverizada, mas não pode ser irresponsável !  Escrevi, em um grupo de whatsapp,  sobre vídeos, textos e declarações que vejo, e ouço na internet – onde a busca por cinco minutos de fama acaba “escondendo” a razão do que se fala e ou escreve. Conceitos errados e grandes verdades falsas são jogados diariamente na rede por quem não tem comprometimento e só busca um “estrelato” instantâneo. Muita coisa atrapalha e dificulta o encontro com o caminho adequado, podia escrever “certo” ao invés de adequado – mas esse depende de adequações aos indivíduos – e isso é muito sensível em nossa pratica de lazer/esporte – a pesca. Eu tive sorte quando comecei a praticar de estar cercado de gente que pesquisava, estudava e dividia, isso mondou a minha adequação – gostei do que experimentei e passei a estudar buscando informação em fontes confiáveis (na época eram mais livros e revistas). Lia, testava no meu primeiro campo de provas onde as vitimas eram as traíras , como elas me ensinaram, mostraram a necessidade de simular o que acontece na natureza para se ter sucesso quando se pesca com iscas artificiais. O aprendizado não parou – com o tempo passei a dividir o que tinha comprovado em minhas pescarias com amigos da APIA (Associação dos Pescadores de Iscas Artificiais), surgiu um convite para escrever um artigo na primeira edição da Pesca & Companhia, depois outro convite, escrevi uma crônica para um título que se chamava Pesca Brasil – curiosidade: esse foi também o nome do primeiro programa de pesca a ir para o ar no Brasil apresentado pelo Rubens de Almeida Prado na rede Gazeta de TV aos sábados. Depois veio o convite para a equipe da revista Troféu Pesca – hoje extinta. Foram alguns anos participando desse título que era o numero 1 de vendas na época até me transferir para a Pesca & Companhia em 1997.

Esse ano (2019) a P&C completa 25 anos de existência e muitos se perguntam se há espaço para ela ainda – eu digo que sim – mesmo com a internet há espaço para revistas especializadas como a P&C – ali há filtros, ali há revisões e debates para saber o que imprimir para chegar as mãos de quem se dispõe a pagar por informação – logo procuramos por artigos onde há comprovação de que as informações são seguras, existem, funcionam, são localizáveis, e de fato vão agregar conhecimento a quem as deseja. Obvio que acaba criando apreciadores que respeitam os articulista que escrevem – obvio que esses são procurados, etc e acabam com o que se chama de forma comum como “fama” e até há aqueles que só procuram por isso – mas, há também um grupo forte que só têm o desejo, semelhante ao meu, de dividir, deixar a informação fluir para que essa possa de alguma forma ajudar a quem busca e ou precisa, com eu buscava a mais de 45 anos atrás.

Outra curiosidade, o trecho inicial que mencionei foi retirado de um artigo referente aos 50 anos do festival de Woodstock – NY, USA – onde se questionava se seria possível fazer outro nos mesmos moldes. 

Boas pescarias,

Pepe Melega assinatura