Conhecendo Baby Face

Fui apresentando as iscas da marca japonesa Baby Face no show room da Madai Comercial que inicia uma representação no Brasil dessa conceituada marca. A principio quadro modelos já estão em terra brasilis e pode tê-las em mãos. Até o momento só testei de fato uma que será a última a ser apresentada. As demais vai o meu feeling sobre elas.

Baby Face PL 135

A PL 135 é uma clássica walk in the dog , uma isca de superfície com nado em Z para ser trabalhada de forma cadencia. Possui um rattler (ruído) puxando para o grave e bastante acentuado, o shape do seu corpo indica que pode jogar água com a frente em um recolhimento mais rápido – algo a ser considerado como mais um opção de trabalho. O acabamento é primoroso, garatéias reforçadas (3x) tratamento anti ferrugem indicam que o objetivo é para uso na água salgada (mar) em busca de peixes pelágicos provavelmente. Tem 13,5 cm de cumprimento e pesa 35 g, o que indica que temos que usar varas potentes para trabalha-las. Eu vou usar na costeira, mas não descarto leva-la em viagens para a Amazônia atrás dos grandes tucunarés-açus e ou destinos onde a presença de traírões e dourados são uma constante.

Baby Face SD 110-F

A SD 110 F é uma isca de nado, basta recolher que afunda – não muito e já está trabalhando, seu desenho me chamou atenção para detalhes que podem ser úteis como sua flutuação que permite o trabalho conhecido como “chamadinha” , também um rattler puxando para o grave – começo a desconfiar que é característica da marca. Com 11 cm de cumprimento e 30 g de peso a PL 135 necessita de varas potentes para trabalhar. As garatéias são boas, mas não reforçadas. No meu caso o destino é trabalhar em barra de rios que desaguam no mar – das pedras ou das praias, com certeza fará sucesso na pratica denominada Rock Fish, também vejo uso nos locais de passagem na pesca do robalo e tarpon, obvio não se descarta nos tucunarés e vai se dar muito bem com os dourados tanto no Brasil com na Argentina.

Baby Face M 100SR-SP

M 100SR-SP iscas de barbela, então já sabemos arremessa e recolhe que ela trabalha. Nãooooo, não é só isso, ele é uma suspending lenta com característica de jerk bait – o seja tem uma trabalho do tipo rolling – fica mostrando os lados quando se recolhe, mas o grande lance é a parada estratégia, sim quando paramos ele fica no mesmo lugar por alguns instantes o que chamamos de “morte súbita” e nessa hora que ela vai sofrer o maior número de ataques. Tem 10 cm de cumprimento e pesa 13,5 g, rattler discreto, boa para ser trabalhada com varas medianas (16 e ou 17 lb é uma boa indicação). As variações de trabalho vão desde alterações de velocidade no recolhimento com as paradas e colocar na frente do local aonde se imagina estar o predador e simular o toque da “chamatinha” com ela já na profundidade adequada – tipo simular a presa se alimentando a frente do predador. Com certeza é um isca para os adeptos de torneios de tucunaré na região centro oeste, eu usaria fácil. Mas a vejo também na pesca do robalo entre outros predadores quando se encontram mais preguiçosos. Não descarto arremessa-las em parcéis, pontas de pedra e até cabeços de pedra onde há profundidade a partir de 3 m para mais.

Baby Face SM 85 – S

Aqui uma que já experimentei, já coloquei na água é avaliei seu uso. SM85-S é uma isca que afunda e ao ser recolhida vibra muito, e de quebra carrega uma colher – do tipo willow – que produz muito brilho e um pouco mais de vibração. Tem a taxa de descida na coluna da água média – é, não é rápida e longe de ser uma suspending. Isso é funcional para a pratica de contar enquanto afunda até achar a profundidade que eles estão se alimentando. São 8,5 cm de cumprimento e 20 g de peso e rattler presente, mas discreto. Uma indicação é para uso de varas médias e até mesmo leve/media (aquelas amadas de 14 lb). Recomendo maiores de 6′ indo até a 6’6″ pois além do trabalho de arremessar, esperar a profundidade desejada e recolher ela é um excelente opção de pesca de contato. Como, pesca de contato, sim. Aquela que você deixa chegar ao fundo e dá um puxada mais vigorosa, e repete algumas vezes antes de recolher e arremessar novamente. Outra variação é dar dois ou três toques e proceder o recolhimento continuo – ou seja chama atenção e depois recolhe para ela vibrar como se está a fugir do predador. Não tenho duvida para usar junto a pedras com boa profundidade em peixes como robalo, carapau, traíra, tucunaré, etc.

Observações: Mencionei o acabamento, o matéria prima de injeção é o ABS, os demais componentes são muito bons, mas pode ser que alguns optem por trocar garatéias por mais reforçadas em alguns modelos. Em relação as garatéias eu adorei o fato de usar só duas, mesmo em corpos maiores como os acima de 11cm. Menos pontas para – principalmente os Tucunarés deixarem presas nos paus e com a ação delas não fará falta para fisgadas certeiras.

Assim que for usando as demais providencio atualizações aqui no Blog, boas pescarias

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Publicado por Papo Reto com Pepe Mélega

Um brasileiro como tantos outros. Fotógrafo de profissão e por paixão. A Brazilian like so many others. Photographer by profession and passion

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